Translate

domingo, 10 de dezembro de 2017

Mandela e Direitos Humanos



“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele ou por sua origem, ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender.  E se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto. A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta.”
Sobre Nelson Mandela é bom lembrar que em 11 de fevereiro de 1990 ele era libertado, depois passar 27 anos na prisão. Ele foi importante líder na luta contra o regime de exclusão racial chamado de apartheid adotado em 1948 pelo governo da África do Sul. 

Negros e brancos eram obrigados a viver separados justamente no ano em que, no mês de dezembro, as Nações Unidas instituíram a Declaração Universal dos Direitos Humanos. E a declaração diz em seu artigo segundo: 
“Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua,  religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.”

Mandela liderou diversas manifestações contra o regime de segregação racial sulafricano até que, em 1964, ele foi condenado a prisão perpétua. Isso ocorre no mesmo ano em que no Brasil se inicia a ditadura militar. Da prisão Mandela conseguia manter vivo o desejo de viver negros e brancos viverem com direitos de igualdade em seu país, enquanto que no Brasil o regime militar conseguia calar lideranças contrárias ao regime e mandou muitos para o exílio.

Assim, os dois países vão seguindo seus rumos até que em 1988 o Brasil encerra definitivamente o regime militar com a promulgação da nova constituição. No ano seguinte a África do Sul começa reduzir as imposições do apartheid, permitindo que brancos e negros frequentem prédios públicos. Mandela tem a prisão revogada e é solto em 1990.

No Brasil a  pluralidade, construída por várias raças, culturas, religiões,  deveríamos, pela diversidade de nossa origem, pela convivência entre os diferentes, servir de exemplo para o mundo.

Entretanto, muitas vezes, o preconceito existe e se manifesta pela humilhação imposta àquele que é “diferente”. Outras vezes o preconceito se manifesta pela violência. No momento em que alguém é humilhado, discriminado, agredido devido à sua cor ou à sua crença, ele tem seus direitos constitucionais, seus direitos humanos violados.

Uma pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo revelou que grande parte dos brasileiros – 87% – admite que há discriminação racial no país, mas apenas 4% da população se considera racista. 

Assim sendo, o racismo no Brasil é camuflado, mas perceptível, pois mantêm as desigualdades sócio-raciais em todos os âmbitos e, nesse sentido, é fundamental debater sobre essa questão em todas as esferas institucionais, desde a família, e principalmente nas escolas, uma vez essa instituição é tida como um dos principais locais formadores de opinião, podendo ser o local que formará o cidadão com consciência política. 

Se a educação foi utilizada para construir preconceitos, ela pode e deve ser utilizada para a desconstrução social do preconceito e da discriminação racial...

- Leia mais no artigo original, na íntegra, com autoria de Regina Maria  Faria Gomes, intitulado: Nelson Mandela – Direitos Humanos e psicologia / Fonte: Psicoviver

Recomendado para você

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Nikola Tesla e o Experimento Filadélfia




A antigravidade de Tesla e sua conexão com o controverso Experimento Filadélfia - Preocupado com o poder destrutivo do projeto, cientista enganou o governo americano. 
 
A vida de Nikola Tesla esteve repleta de grandes conquistas no campo da engenharia mecânica, elétrica e física. Mas segundo o relato de membros do exército, o inventor também se envolveu em projetos que não se concretizaram. 

Um deles é o controverso Experimento Filadélfia: um projeto da marinha americana que tinha como objetivo evitar que seus navios fossem detectados por radares e minas magnéticas durante a Segunda Guerra Mundial.

No início da década de 1930, a Universidade de Chicago começou a pesquisar a possibilidade de tornar os objetos “invisíveis” por meio do uso da eletricidade. Anos depois, o projeto foi renomeado Rainbow, ou de Invisibilidade, e levado ao Instituto de Estudos Avançados de Princeton. Lá, Tesla foi escolhido diretor do experimento e começou a trabalhar junto com a marinha.

O primeiro teste, realizado em 1940, foi um sucesso total, fazendo “desaparecer” um navio não tripulado diante dos olhos de várias testemunhas. Para isso, foram colocadas duas bobinas grandes (eletroímãs) em cada casco do navio. As bobinas se acendiam em uma sequência especial e sua força magnética era tão poderosa que superava a da gravidade.

Entretanto, com base em seus próprios experimentos sobre eletrogravidade, Tesla alertou às autoridades que, em caso de testes em uma nave tripulada, as consequências da radiação seriam terríveis para os soldados. A marinha, cega em seus esforços para vencer a guerra, ignorou seus conselhos. Por esse motivo, Tesla decidiu abandonar o projeto em 1942. Mas, antes, sabotou os equipamentos para que o segundo teste do experimento fracassasse.


Fonte: Código Oculto | History

Saiba mais sobre a vida de Tesla e suas muitas contribuições revolucionárias, leia:

☞  Tesla, o evento Tunguska - Marconi e a cidade secreta
☞  07/01/17, há 74 anos morria Nikola Tesla
☞  A Viagem no Tempo de Tesla
☞  Tesla e o fenômeno O.V.N.I.
☞  Tecnologia :: Rede elétrica sem fios


Recomendado para você

domingo, 3 de dezembro de 2017

Estranho portal conecta Terra ao Sol




por Jeanna Bryner , LiveScience*

Como gigantes calhas magnéticas entre a Terra e o Sol, os portais magnéticos se abrem aproximadamente a cada oito minutos  conectando nosso planeta com sua estrela hospedeira.  Quando os portais de abrem, partículas altamente carregadas de energia podem viajar 150 milhões de km através da passagem, dizem os cientistas espaciais.

O fenômeno recebeu o nome “evento de transferência de fluxo” ou FTE (Flux Transfer Event). Ele é real e acontece com o dobro da freqüência do que qualquer pessoa poderia imaginar. “Dez anos atrás eu tinha certeza que eles não existiam, mas agora a evidência é irrefutável”, disse o astrofísico David Sibeck, do Goddard Space Flight Center, em Maryland, EUA.

Este conceito artístico mostra um portal magnético conectando o campo magnético da Terra ao Sol.
A sonda espacial no caminho mede as partículas e os campos de alta energia que fluem pelo portal.
Crédito: NASA

Explosões dinâmicas

Os pesquisadores sabem há muito tempo que a Terra e o Sol devem estar conectados. Por exemplo, partículas solares incidem constantemente sobre a Terra, por causa do vento solar, e freqüentemente seguem as linhas do campo magnético que conectam a atmosfera do Sol com a Terra. As linhas do campo permitem que as partículas penetrem a magnetosfera da Terra; o escudo magnético que envolve nosso planeta.

Uma das hipóteses sobre a formação do evento é que o lado da Terra que está de frente para o Sol pressiona o campo magnético da Terra contra o campo magnético do Sol. E a cada oito minutos os dois campos se conectam brevemente, formando um portal através do qual as partículas podem fluir. O portal toma a forma de um cilindro magnético com a largura da Terra.

Mais de um FTE podem se abrir em um mesmo momento e eles ficam abertos entre 15 e 20 minutos. Algumas medições foram feitas com sondas da ESA (Agência Espacial Européia) e da NASA, que voaram através destes cilindros e nas suas bordas. 

Apesar das sondas terem conseguido medir a largura de um FTE o seu comprimento ainda é incerto. Mas uma medida preliminar concluiu que teria mais de 5 raios da Terra (um raio da Terra tem cerca de 6.400 km).

O astrofísico Jimmy Raeder, da Universidade de New Hampshire, nos EUA, criou uma simulação de computador com estes dados e concluiu que os portais FTEs cilíndricos tendem a se formar sobre o equador até que em dezembro eles deslizam sobre o Pólo Norte. Em julho eles deslizariam sobre o Pólo Sul.

Sibeck acha que estes eventos ocorrem duas vezes mais do que antes se pensava, propondo dois tipos de eventos de transferência de fluxo. Ativo e passivo. 

Os fluxos ativos permitem que as partículas passem com facilidade, formando dutos de energia importantes para a magnetosfera da Terra, enquanto os cilindros passivos ofereceriam mais resistência para a passagem das partículas. Sibeck calculou as propriedades dos FTEs passivos e espera que ele e seus colegas possam buscar por sinais deles nos dados coletados com as sondas THEMIS e Cluster.

Os cientistas ainda estão empenhados em descobrir porque os portais se abrem a cada oito minutos e como os campos magnéticos em seu interior se torcem e enrolam. 

Fonte: *SPACE.com | "Strange Portal Connects Earth to Sun" by Jeanna Bryner (tradução livre)

Recomendado para você

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

10 curiosidades sobre o Universo




Universo é tudo o que existe fisicamente, a soma do espaço e do tempo e as mais variadas formas de matéria, como planetas, estrelas, galáxias e os componentes do espaço intergaláctico. 

O universo observável tem de raio cerca de 46 bilhões de anos-luz. A observação científica do Universo levou a inferências de suas fases anteriores. Estas observações sugerem que o Universo é governado pelas mesmas leis físicas e constantes durante a maior parte de sua extensão e história. 

O Universo conhecido contém aproximadamente cem bilhões de galáxias, reunidas em grandes grupos e separadas por vastos espaços vazios. Os espaços vazios do Universo podem estar repletos de matéria escura, de natureza ainda desconhecida. 

De acordo com o modelo científico vigente, conhecido como Big Bang, o Universo surgiu de um único ponto ou singularidade onde toda a matéria e energia do universo observável encontrava-se concentrada numa fase densa e extremamente quente chamada Era de Planck

Segundo a teoria da relatividade geral, o espaço pode expandir-se a uma velocidade superior à da luz, embora possamos ver somente uma pequena fração da matéria visível do Universo devido à limitação imposta pela velocidade da luz. É incerto se a dimensão do espaço é finita ou infinita. Trezentos mil anos depois do Big Bang, teriam surgido átomos de matéria. As formas de vida teriam aparecido 11,2 bilhões de anos depois.

Veja a seguir uma lista com as 10 mais incríveis curiosidades até hoje descobertas sobre o Universo:

Se colocássemos a história do Universo num calendário de 365 dias, o Big Bang ocorreria em primeiro de janeiro, a vida na Terra surgiria em 30 de setembro e os primeiros hominídeos nasceriam em 30 de dezembro.

O elemento mais abundante do Universo é o hidrogênio (93%), seguido do hélio (quase 7%). O restante é constituído dos elementos que conhecemos como oxigênio, ferro, fósforo, carbono…

Estrelas, constelações e galáxias formam somente 4% do Universo. O resto é constituído de matéria e energia escuras, que os astrônomos fazem pouca idéia do que são.

A maior galáxia do Universo conhecido (ou observável) é a IC1101, com aproximadamente 100 trilhões estrelas.

A maior estrela conhecida do Universo é a VY Canis Majoris, com porte 1 800 a 2 100 vezes maior do que o do Sol.

A cada segundo, em algum lugar do Universo, uma estrela explode e brilha mais do que toda uma galáxia.

Os astrônomos estimam em 275 milhões o número de estrelas que nascem por dia.

Se uma estrela está situada a uma distância igual a 50 anos-luz da Terra, a luz que vemos hoje é aquela que ela emitiu há 50 anos.

Se estivesse olhando para nosso planeta nesse momento, um alienígena situado num planeta a 100 anos-luz de distância enxergaria a Terra em 1916, há exatos 100 anos atrás.

Uma viagem só de ida a Alpha-Centauri, a estrela mais próxima do Sol levaria 70 mil anos.

Recomendado para você

sábado, 25 de novembro de 2017

Blueye Pionner, o 1º drone subaquático para exploração marinha



Segundo o site Gizmodo da Austrália, graças a este novo drone subaquático cientistas australianos podem agora explorar novas áreas da Grande Barreira de Coral

Imagem: Blueye Robotics AS
"Nós não temos ideia do que podemos encontrar", diz o Dr. Dean Miller, Diretor de Ciências e Mídia no Great Barrier Reef Legacy.

"Nós  podemos chegar a cerca de 30 a 40m (de profundidade), como mergulhadores, de forma segura, mas com este ROV (Veículo Subaquático Operado Remotamente) podemos chegar a 150m, então isso realmente se transforma em exploração na sua forma mais pura".

O Dr. Miller é o primeiro a usar o novo drone subaquático Blueye Pioneer, embarcando em uma expedição de 21 dias para explorar os locais mais remotos, inexplorados da Grande Barreira de Coral e avaliar o corredor de recifes de coral em declínio da região.

"Eu não acho que haja alguém lá fora, que não sonhou quando era criança em ser capaz de ver o que está nas regiões mais profundas de nossos oceanos", diz Miller.

E agora, pela primeira vez, isso é possível com este ROV que o Dr. Miller diz que revolucionará a maneira como entendemos o que acontece sob as ondas - assim como vimos com a revolução dos drones aéreos há cinco anos.

Mas não se trata apenas de explorar. Esta ferramenta nos permitirá a capacidade de olhar para alguns dos recifes de coral mais profundos e ver como eles sobreviveram aos últimos dois eventos de branqueamento de massa, diz o Dr. Miller.

Imagem: Blueye Robotics AS
Erik Dyrkoren, CEO da Blueye Robotics, diz que este é o primeiro drone subaquático que combina a "facilidade de uso" e a experiência do usuário com o desempenho profissional - por isso, para a maioria das pessoas, é muito mais fácil de usar.

"As pessoas podem ir explorar o oceano, pessoas como as do Great Barrier Reef Legacy", diz Dyrkoren. "Também tem um preço muito mais baixo do que as alternativas profissionais que estão por aí".

De acordo com Dyrkoren, o Pioneer é "feito para resistir às forças do oceano, mesmo águas difíceis" e tem duas horas de vida útil da bateria.

Smartphone conectado aos VR Googles (óculos virtual) para uma experiência totalmente imersiva
O Dr. Miller diz que todos os dados coletados de sua expedição de 21 dias retornarão às instituições-mãe dos pesquisadores para serem analisados ​​e coletados. Mas os pesquisadores fornecerão resultados preliminares e atualizações ao longo da expedição, bem como apresentando essas descobertas em um simpósio público gratuito, em Port Douglas, Austrália, uma vez que eles retornaram, em 8 de dezembro.

Mas o que eles estarão procurando, exatamente - e como a expedição funcionará?

"Temos uma boa compreensão do modo como a Grande Barreira de Coral foi afetada pelos dois eventos de branqueamento consecutivos", diz o Dr. Miller. "O que não compreendemos com mais detalhes é como as espécies de corais individuais e os recifes individuais passaram por esse estresse térmico".


O Great Barrier Reef Legacy está fornecendo acesso gratuito para cientistas e equipes de pesquisa ao longo da expedição de 21 dias, apelidada de "Pesquisa do Super Coral". Basicamente, isso significa que pesquisadores de diversas organizações podem se juntar e trabalhar no mesmo recife, no mesmo dia, para responder às grandes questões - quais corais sobreviveram, onde eles sobreviveram e como eles sobreviveram.

"Uma vez que entendamos isso, teremos uma melhor idéia do que isso significa para a futura saúde da Grande Barreira de Coral e recifes de coral em todo o mundo", diz o Dr. Miller.

Foto dividida do Blueye Pioneer explorando algas em uma das Ilhas Loften, em Stamsund
Com qualquer expedição em uma região remota onde houve muito pouco acesso, sempre há a chance de encontrar algo inesperado, mas o que a equipe realmente espera encontrar são os sobreviventes de coral - as espécies são mais tolerantes ao calor do que outras e parecem ser capaz de lidar com temperaturas mais quentes da água.

"Nós sabemos que alguns corais não serão tão altamente adaptados a esse tipo de estresse e, portanto, nossa equipe estará trabalhando arduamente para identificar os corais que estão acabando e os que não estão indo tão bem", Dr. Miller explica.

O Dr. Miller ressalta que A Grande Barreira de Coral é "muito grande" e tem um alto grau de resiliência.
"Isto é o que nós esperamos que salve o dia"

Ter uma função de coral vivo e ecossistema suficiente será essencial para determinar quão bem os recifes de coral se adaptam a um clima de aquecimento, diz o Dr. Miller - e é essa resiliência que eles esperam descobrir.
Blueye explorando corais moles em naufrágio

Há algumas idéias que estão sendo lançadas agora mesmo sobre como devemos restaurar os recifes de coral do mundo. Mas o Dr. Miller diz que a atual expedição é realmente o primeiro passo para entender como os sistemas naturais lidaram com as temperaturas mais altas da água.

"Identificaremos e entenderemos completamente as espécies de corais capazes de passar por esses eventos e, portanto, teremos uma idéia muito melhor de onde investir nossa energia e recursos para os esforços de restauração", diz o Dr. Miller.

"Até que essas perguntas sejam respondidas, realmente não podemos começar processos de restauração, pois o uso de espécies de corais erradas seria devastador".

A expedição dá suporte à pesquisa de várias organizações governamentais, e elas estão fornecendo recursos, conhecimentos especializados e os melhores cientistas marinhos em seu campo para garantir que seja um sucesso.

Esta é realmente uma colaboração única entre os cientistas, a indústria do turismo, os educadores, os profissionais de mídia e a comunidade global e, o Dr. Miller, diz que "abre realmente o caminho para como os programas científicos de alto significado podem ser criativamente financiados para resolver os problemas ambientais mais prementes ".

Mas, para salvar o recife, o Dr. Miller diz antes de tudo que todos devemos avançar para as fontes de energia renovável ​​o mais rápido possível e reduzir a quantidade de emissões de carbono que afetam não só os ecossistemas de recifes de coral em todo o mundo, mas também muitos outros ecossistemas essenciais na Terra .

"A mudança climática está rapidamente afetando todos nós e fazer mudanças reais e positivas agora determinará o destino dos recifes de corais nos próximos 10 anos", diz Miller. "Nós devemos agir agora".

Você pode acompanhar a expedição no site e no Facebook.

"Nós encorajamos cientistas de todo o mundo a acessar esta informação para seus próprios estudos", diz o Dr. Miller. "Isso ocorre porque a Grande Barreira de Coral pertence a todos nós e todos nós temos interesse em garantir que essa, que é maior estrutura de vida natural, possa prosperar".

"Para os recifes de coral possam sobreviver, nós precisamos apoiar a inovação, a educação e a comunicação - é isto exatamente o que pretendemos fazer".

Se você tiver 6 mil dólares para gastar, mais taxas, postagem e impostos, você pode pré-encomendar seu próprio Pioneer aqui.


Fonte: *por Rae Johnston para Gizmodo Austrália (reprodução/tradução livre)

Recomendado para você

sábado, 18 de novembro de 2017

Smartphone é visto em quadro de 1860!




Outra vez! Apareceu mais um quadro antigo, com uma pessoa segurando o que parece ser um telefone celular. Seria viagem no tempo ou mera associação feita pela nossa mente? 
 
No detalhe, a camponesa
Uma obra pintada em 1860 faz sucesso porque pessoas estão vendo um celular no quadro - Forma de interpretar a pintura pode estar associada ao contexto que vive a sociedade - afinal nos dias de hoje todos têm celular, ou não...

Uma mulher caminha despreocupadamente enquanto segura, com as duas mãos, um curioso objeto em suas mãos, para o qual olha atentamente. 

Essa é a descrição de uma cena vista diariamente, e entre as mãos, claro, podemos facilmente imaginar um telefone celular. Agora imagine a mesma cena, se a imagem for uma pintura feita em 1860, o que poderíamos pensar?

A imagem The Expected One (O Esperado), do artista escocês Ferdinand Georg Waldmüller, está causando um grande agito na internet, viralizando principalmente nas redes sociais. Todo o alvoroço está sendo causado porque as pessoas estão vendo um celular entre as mãos da camponesa.

Mas como é possível? Seria a camponesa uma viajante do tempo?

'O Esperado', de Georg Waldmuller.  Foto: Die Erwartete, Georg Waldmuller/Wikimedia Commons

À Vice, Peter Russell, ex-funcionário do governo escocês e autor de um blog de poesia, comentou que uma das explicações seria que as pessoas entendem as situações de acordo com o que está em seu contexto. Se a sociedade vive "a era do smartphone" seria quase intuitivo ver um celular, mesmo em um quadro de 1860. 

No Twitter, o repórter Brian Anderson questionou se todos veem um celular. Os usuários mais atentos notaram que o objeto guardado entre as mãos é uma bíblia, um espelho ou um livro religioso, como era comum na época retratada na pintura. Fato é que olhando à imagem logo associamos o objeto que está nas mãos da camponesa com um smartphone.


O debate acontece também no quadro Mr. Pynchon and the Settling of Springfield (Mr. Pynchon e a Colônia de Springfield), de 1937, no qual um homem parece usar um celular para fazer uma selfie.  

O problema é que, tal como acontece com a tela The Expected One,  de 1860, na época (1937) também ainda não havia dispositivo eletrônico algum, sequer os transistores haviam sido inventados,  muito menos internet ou telefones sem fio, o que leva longe a imaginação humana. Seria mesmo uma mera associação feita por nossa mente ou uma prova incontestável de viagem no tempo, o que você o que acha?

Recomendado para você

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Sim, vegetarianos também matam animais para se alimentar




"Veganos e vegetarianos dizem que não matam animais, mas eles matam" - No ano passado, Claudio Bertonatti, um dos mais renomados naturalistas da Argentina, escreveu um artigo que desencadeou um terremoto. O tsunami chegou até aqui e é provável que se prolongue ainda mais.

Em seu artigo, "A Confusão Vegana", ele adverte que comer legumes não impede a morte de animais. Bertonatti enfureceu milhares de veganos e vegetarianos, bem como outros conservacionistas da natureza. No entanto, muitos que leram seu artigo aprenderam algo sobre os direitos dos animais que talvez nunca tenham ocorrido a eles de outra forma.

Nós falamos com Claudio sobre sua idéia que fez tremer a terra e discutimos os pontos mais importantes da controvérsia.

Claudio, você era vegetariano. O que o fez decidir se tornar um?

Como adolescente, eu me interessei pela natureza. Eu pensei que, tornando-me um vegetariano, eu evitaria matar tantos animais. Mas então eu mudei de idéia.

O que aconteceu?

Comecei a estudar a natureza e a sair para o campo para observar a vida selvagem. Percebi que nos campos das culturas agrícolas não havia pássaros, e os poucos que estavam lá estavam sendo perseguidos. Então comecei a estudar anfíbios, mamíferos, répteis e peixes e percebi que estava confuso.

Como?

Como vegetariano, eu estava ajudando a prevenir a morte e o sofrimento de animais domésticos, mas não de espécies selvagens. E muitas dessas espécies - ao contrário de vacas, porcos e cabras - estavam desaparecendo. Então, voltei a ser um omnívoro.

O que levou você a escrever o artigo?

Na Argentina, encontro muitas pessoas que afirmam ser defensoras da natureza porque não comem carne nem usam couro. Eles pensam que sendo veganos ou vegetarianos impedem que os animais morram. Não é verdade.

Por quê?

A partir do momento em que os seres humanos começaram a criar gado e adotar agricultura, geramos um impacto. Não existe nenhuma espécie animal cuja sobrevivência não resulte na morte de outros animais, direta ou indiretamente. Eu entendo que isso pode ser uma realização dolorosa. Eu também gostaria de viver num mundo ideal, mas essa não é a realidade. Muitos veganos e pessoas que só usam algodão parecem acreditar que não causam mortes, mas sim.

Mortalidades indiretas?

Trigo, arroz, milho. A maioria dos veganos come essas coisas. O primeiro impacto do cultivo em massa é o desmatamento: forçamos a natureza a criar espaço para as culturas. Na Argentina, incendiaram a selva, ardendo ninhos com lança-chamas. Então eles devem defender a terra semeada dos pássaros que se alimentam; Muitos fazendeiros fazem isso espalhando grãos envenenados. Depois disso, os herbívoros selvagens procuram os primeiros rebentos, de modo que os proprietários colocam cercas elétricas ou caçam os animais com armas.

O que acontece durante a colheita?

A terra é fumigada para combater fungos, insetos e outras plantas. Os animais que foram expulsos se deslocam para outras áreas que já apoiam animais: o hotel está totalmente reservado. Assim, os animais vão para campos de cultivo vizinhos e outra onda de impactos é gerada.

Em contraste, ele diz, em campos dedicados ao gado existem mais espécies de outros animais.

Há muitas pastagens selvagens na Argentina. Você pode caminhar e encontrar tudo: anfíbios, répteis, pássaros. Claro, estaria mentindo se dissesse que há a mesma variedade de animais que você obteria se as vacas não estivessem lá. O agricultor também persegue a vida selvagem e mata todos os animais que ele considera prejudiciais à produção. Mesmo assim, o impacto é menor. Quando digo isso, muitas pessoas sentem que estou encurralando.

Em que sentido?

No sentido de que não há escapatória: se você come carne, mata animais, mas também os mata comendo plantas. Muitas pessoas que se preocupam com questões ambientais buscam por caras ruins e caras maus, mas não é assim: é muito mais complicado.

Dê-nos um exemplo...

Há muitas pessoas aqui demonstrando e dizendo "Não à mineração". O slogan deve ser "Não para a mineração que explora imprudentemente recursos e pessoas". Os ativistas usam computadores que não existiriam sem os metais trazidos das minas. Estou surpreso que eles não tenham uma compreensão do todo.

O que você acha da maneira pela qual a carne é produzida em massa - a indústria da carne?

É uma tragédia. Feedlot e a maioria dos matadouros na Argentina são modelos de crueldade irrestrita. Eu nunca poderia fingir o contrário!

Há evidências de que os recursos necessários para a carne são muito maiores do que os necessários para os vegetais. E, que os cultivos constituem uma grande parte desses recursos: uma alta porcentagem deles é usada para alimentar o gado.

Isso é verdade. Eu sei que a maioria das culturas de soja são usadas para esse propósito. Não estou dizendo que os veganos são estúpidos ou que todos se tornem carnívoros, só estou dizendo que é importante ser sensato, adotar uma posição inteligente e mostrar solidariedade.


O que é uma posição inteligente?

Mostrando solidariedade com a natureza: o menor mal. É importante incentivar o consumo responsável e a morte humana de animais. Mas para um fundamentalista, é um pecado mesmo mencionar a morte. O que mais devo chamar? Eutanásia?

Se eu entender corretamente, sua intenção é alertar veganos e vegetarianos que o impacto zero é impossível.

A maioria de nós vive nas cidades e conhece muito pouco sobre o mundo animal. Pergunte aos seus amigos se eles podem nomear 10 animais e 10 plantas selvagens nativas da área em que vivem.

Nós provavelmente não seríamos capazes disso.

Se não sabemos nada sobre a natureza e a diversidade, não poderemos valorizá-la. Nosso universo é limitado ao que vemos: cães, gatos, galinhas, porcos, patos, vacas. Nossa sensibilidade se estende apenas para eles. É como olhar através de um buraco da fechadura. O mundo é maior do que isso e muito mais complexo, quer você o aceite ou não.

Você fala como se conhecesse muitos fanáticos...

Existem carnívoros e veganos fundamentalistas. Como cientista, quando os ouço falar com esse tom confiante - tão faltam dúvidas - isso me assusta. Os fundamentalistas apenas prestam atenção às pessoas que pensam como agem como eles e vêem todos como inimigos. É uma contradição.

O que?

Para um carnívoro ser violento é lógico, mas para um vegano ser violento é filosoficamente inconsistente.

Você conheceu veganos violentos?

Eu era o diretor-gerente do Zoológico de Buenos Aires. Eu renunciei porque tentei transformá-lo em um centro de conservação para espécies ameaçadas de extinção, mas não consegui. Havia esses veganos que paravam na frente do zoológico, gritando para as famílias que entraram, chamando-os de assassinos. Isso prejudica o veganismo. 

As pessoas pensam: se isso é veganismo, eu não quero nenhuma parte disso. Nem todos os veganos são assim, é claro. Mas há muitas pessoas que desenvolvem uma grande empatia apenas pelos animais domésticos. Muitos deles acabam odiando pessoas e isso é uma patologia: não é saudável.

Em seu artigo, você diz que se toda a raça humana de repente se tornasse vegana, seria uma tragédia. Mas alguns dizem que se todos nós fôssemos veganos, então precisaríamos de menos colheitas do que nós como omnívoros.

Eu escrevi o artigo como uma forma de gerar debate no meu país, onde a compreensão do movimento vegano na análise ambiental geralmente é bastante instável. Se toda a raça humana se tornasse vegana por esse tipo de pensamento (sem contar outras razões filosóficas, religiosas ou de saúde), seria uma tragédia porque não entenderíamos os problemas ambientais do mundo.

Você não está convencido pelas estatísticas.

Se um veganismo bem compreendido contribui para melhorar o mundo natural, então, com prazer, me tornarei um vegano. Minha principal preocupação é a conservação da biodiversidade: que a riqueza da vida na Terra não se torne empobrecida.

Mas, novamente, se todos na Argentina fossem veganos, isso não exigiria menos cultivo?

Eu não sei. Eu não acho que você precisa ser vegano para conservar a natureza e a biodiversidade. Não sou especialista em desenvolvimento de produção agrícola, mas do que sei sobre o meio ambiente, é sempre melhor diversificar a produção. Deve haver colheitas, vacas, apicultores ... diversidade.

Que deficiências você vê no movimento vegano?

Nunca os vejo lutando pela criação de novas áreas protegidas ou pela luta contra o tráfico ilegal de animais selvagens. Eu os vejo protestar por touradas, que já não acontecem na Argentina e nos matadouros. É como se eles apenas se preocupassem com animais domésticos que, novamente, não estão em perigo de extinção. Não estou dizendo que está errado - só que há muito mais para isso.

Em geral, você acha que não há suficiente conexão entre o veganismo e a consciência ambiental?

O que eu acho perigoso é que você gastar toda sua energia tentando salvar o gato preto, sem saber nada sobre o meio ambiente, porque talvez você esteja desperdiçando sua energia; talvez sua energia tenha um impacto maior em outros lugares. 

É importante ter uma visão ampla: pode ajudá-lo a analisar sua situação melhor. Se, depois, você ainda quer dedicar sua vida a salvar gatos pretos, isso é ótimo, eu aprecio isso. Defender os direitos dos animais não é incompatível com a conservação da natureza.

Claramente, há um conflito entre ambientalistas e ativistas dos direitos dos animais e definitivamente terá um grande impacto no futuro da humanidade.

Isso me lembra um pouco dos partidos políticos de esquerda: eles agem como inimigos e, no entanto, são muito semelhantes e devem ser aliados. Você sabe quem é o maior inimigo da conservação da natureza?

Quem?

Pessoas indiferentes. Muitas pessoas indiferentes acreditam que todos os que se preocupam com o meio ambiente são os mesmos: não comemos carne, somos bons vegetarianos que nunca fazem sexo. Não é verdade. Nós somos pessoas normais!

A morte é uma parte da natureza. Misturar sentimentos com a ciência não parece muito científico. Por outro lado, a consciência humana é importante, como é nossa responsabilidade para uma indústria pavorosa e pesada. Quem está errado?

Os erros são feitos em ambos os lados. Os ecologistas tendem a pensar que os veganos e os vegetarianos são apenas sentimentais. Por outro lado, a indiferença de alguns veganos com animais selvagens e biodiversidade me preocupa: não é consistente. 

Eu reconheço o fato de que a humanidade é uma máquina que devora o mundo. Um antropólogo disse que somos cosmofágicos: devoramos o que nos rodeia.

Você está feliz com o motivo do seu texto?

Muitas pessoas me insultam e me atacam dizendo que matei um urso polar, o que não é verdade. Outros me fornecem novas perspectivas para as quais agradeço. Eu sou apenas um jornalista da conservação da natureza, um jardineiro, e eu estive errado muitas vezes. Eu faço o meu melhor, mas não me ofende para descobrir que eu estou errado. Eu penso como um cientista, não como um fundamentalista.

Você não precisa ser vegano para conservar a natureza e a biodiversidade

Texto traduzido de: PlayGround, por Ciência Repensada (reprodução)

Recomendado para você

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Grileiros de terra ameaçam geoglifos de Palpa e Nazca





A Orca, o novo geoglifo de Palpa e Nazca que surpreende o mundo após sua restauração - O impressionante patrimônio cultural foi recuperado pelos arqueólogos, mas corre risco por causa de grileiros de terra, que cercaram a área e impedem o acesso aos turistas.

Os achados arqueológicos nos pampas de Nazca e Palpa continuam a surpreender o mundo e não que esta iconografia seja nova. Desta vez se trata da recuperação de um enorme geoglifo que representa uma orca, um cetáceo que faz parte da cultura Nazca. Após 50 anos de sua descoberta, o estado peruano conseguiu recuperar o geoglífo de La Orca, que está desenhado ao lado de uma colina fora de Palpa, em Ica.

A Orca é um dos desenhos mais enigmáticos e antigos do circuito Palpa-Nazca. O cetáceo que vive em todos os mares do mundo, é conhecido como a "baleia assassina" por sua ferocidade e grande tamanho. Mas, no antigo Peru, os Nazca consideraram que se tratava de uma divindade ligada ao mar e ela também foi representada em sua delicada escultura de cerâmica.

A cultura Nazca considerou a orca como
uma divindade ligada ao mar e
representada em suas finas esculturas em cerâmica
O geoglifo da orca foi fotografado no início dos anos 60, do século passado, e já era considerado desaparecido até que foi novamente identificado. A baleia assassina mede 60 metros e foi recuperada pela equipe de arqueólogos do escritório descentralizado de Cultura Ica, liderada por Johny Isla.

"Ao contrário das linhas de Nazca, o geoglifo de Orca é desenhado ao lado de uma colina, o que indica que é um dos primeiros geoglifos da região", diz Isla e reconhece que "existem outros geoglifos deste tempo em Palpa, algo que quase não ocorre em Nazca, onde a maioria das linhas e geoglifos são desenhados em áreas planas ".

Deve-se salientar que este sítio arqueológico está em risco por causa dos grileiros de terra presentes na área, eles cercaram o território para restringir o acesso e tomar posse do local. Uma vez que o consideram uma "posse" eles impedem o acesso ao sítio e que este se torne uma potencial atração turística para a região de Ica.

O desenho gigantesco que foi gravado na encosta de uma colina localizada nos arredores de Palpa, na região de Ica, conhecida por ser o lugar onde viveu e estudou - essa cultura impressionante - a arqueóloga Maria Reiche.

[Fonte: Tiempo26 | Dados: República | Imagem da capa: San Telmo Exposition, Wikipedia]

Recomendado para você

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Em 10 anos robôs podem substituir 4 milhões de trabalhadores na GB




Um novo estudo sugere que até 4 milhões de trabalhadores humanos podem ser substituídos por robôs na próxima década - isso apenas na Grã-Bretanha... A questão é: podemos encontrar novos papéis para essas pessoas preencherem?

Robôs para os negócios

Os robôs podem substituir trabalhadores humanos em até 4 milhões de empregos, na Grã-Bretanha na próxima década, de acordo com um estudo conduzido pela empresa britânica de pesquisa de mercado YouGov, em nome da Royal Academy of the Arts. Isso representa 15% da força de trabalho no setor privado do país.

Os pesquisadores questionaram os líderes empresariais sobre como eles vêem a automação e a inteligência artificial afetando suas indústrias nos próximos anos. Mais de 20% dos empregadores em finanças, contabilidade, transporte e distribuição declararam que esperam que mais de 30% dos empregos no campo sejam automatizados até 2027.

Já vemos mais robôs entrando para a força de trabalho, em funções que vão desde trabalhos robóticos em construção até drones que podem fornecer suprimentos médicos vitais. A nova tecnologia está oferecendo benefícios para o mundo do trabalho que simplesmente não podem ser ignorados, mas é crucial que consideremos o impacto que ela terá sobre a sociedade como um todo.

Principalmente, as empresas têm de garantir que os milhões de trabalhadores que são substituídos por robôs e outros sistemas automatizados não serão deixados para trás.

Nós e as máquinas

Muitos robôs simplesmente estão melhor equipados para realizar tarefas menores do que os humanos. Eles não se aborrecem, eles podem ser projetados para um propósito específico, e se eles quebram, geralmente podem ser consertados com relativa facilidade. Nós simplesmente não podemos competir em condições equitativas - mas podemos trabalhar junto com nossos colegas sintéticos.

Os robôs podem aumentar a produtividade geral fazendo os trabalhos sujos, difíceis ou desagradáveis ​​que os trabalhadores humanos prefeririam evitar. Isso liberta essas pessoas para executar tarefas que exigem um nível de julgamento ou pensamento original de que um robô não seria capaz de fornecer. Muitos especialistas argumentam que podemos ter o melhor de ambos os mundos.

"O Reino Unido deve aproveitar ao máximo as oportunidades econômicas que as novas tecnologias oferecem", disse Frances O'Grady, secretário-geral da federação sindical nacional britânica do TUC, falando ao The Guardian. "Robôs e AI (Inteligência Artificial) podem nos permitir produzir mais por menos, aumentando a prosperidade nacional. Mas precisamos falar sobre quem se beneficia - e como os trabalhadores conseguem uma parcela justa".

Houve várias soluções diferentes delineadas em resposta a esse problema. Alguns argumentam que um imposto sobre os robôs é a melhor maneira de garantir que ninguém seja incapaz de se sustentar, enquanto outros sugerem que a renda básica universal se torne a norma.

A maior questão é a rapidez com que a automação será adotada. Se for um processo estável, será mais fácil relocar os trabalhadores humanos para outros papéis, para ajudar a tirar proveito do aumento da produtividade. Se for repentino, isso será muito mais difícil - e até 4 milhões de trabalhadores na Grã-Bretanha, e milhões de pessoas em todo o mundo, ficam amarrados a uma situação muito indesejável.


Fonte:  Science | The Guardian, RSA (tradução livre)

Recomendado para você

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...