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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Lente Canon pode dar Zoom em alvo a 50 km de distância!




Você possui uma câmera SLR (single-lens reflex) e quer ampliar apenas um pouco mais para ter uma foto perfeita? Se assim for, a Canon 5200mm Prime Lens pode ser para você...


Em 2013 havia apenas três exemplares dessa lente no mundo e a última foi vendida por quase US$50.000, é até hoje uma das 7 lentes mais caras já fabricadas, e olha que não é fácil de transportá-la. Agora, se você conseguir colocar as mãos em uma, irá exercer uma quantidade incrível de poder fotográfico.

Essa lente gigante, que pesa cerca de 100kg, pode ser acoplada a qualquer máquina fotográfica SLR Canon com um suporte EF padrão! É a lente com zoom mais poderosa já criada, e o nível de ampliação é semelhante a um telescópio espacial; de fato, ela equivale a aproximadamente 1/10 da lente instalada no Telescópio Espacial Hubble!

A Canon 5200mm Prime Lens é perfeita para pessoas de diversas atividades, como, por exemplo: paparazzis, detetives, policiais e fotógrafos espaciais. Com esta lente especial você pode ampliar uma imagem a 50km de distância! E mais, certifique-se de que você esteja pelo menos 1,3 campo de futebol de distância do seu alvo, caso contrário você estará muito perto.

Aqui está a lente e uma simulação de vídeo da tecnologia em funcionamento:


Fonte: Com informações de http://astounde.com/canon-camera-lens-can-zoom-in-32-miles/

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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Doggerland, a Atlântida Britânica e o aumento do nível dos oceanos





A linha vermelha marca o Dogger Bank, que
provavelmente é uma moraína formada no Pleistoceno
Cientistas estudam artefatos de 9 mil anos, encontrados no Mar do Norte, que apontam para a existência de Doggerland, a Atlântida Britânica

Para o prazer de qualquer mudlark moderno - apaixonado por história e arqueologia que escavam a lama do rio Tamisa em busca de relíquias: moedas, peças de cerâmica, artefatos, ou objetos do dia-a-dia de há muitos séculos atrás -, descobriu-se que nas costas do Tamisa encontra-se um notável sítio arqueológico. 

Nos últimos anos, os mudlarks de Londres relataram encontrar todos os diferentes tipos de memorabilia e itens históricos, desde fragmentos de cerâmica romana até sapatos feitos durante a Era Tudor.

O interesse na iniciativa London Mudlarks é que cresceu tanto que uma página do Facebook dedicada a compartilhar itens encontrados do leito do rio Tamisa atingiu quase 30 mil seguidores. No entanto, não são apenas os rios que fazem de peças perdidas da história um grande tesouro. Também são os leitos marinhos; como é o caso do Mar do Norte.

É improvável que fragmentos de cerâmica romana possam ser coletados do mar do Mar do Norte. O que os pescadores relataram encontrar é talvez muito mais espetacular: ossos, ferramentas e outros artefatos, tão antigos que chegam a ter cerca de 9 mil anos de idade. Essas descobertas chamaram a atenção imediata de arqueólogos e paleontologistas britânicos e holandeses, pois provavelmente são evidências da história submersa de Doggerland.

Isto nos leva historicamente à última grande Era do Gelo, que estava chegando ao seu final há cerca de 12 mil anos atrás. Durante esse período, as ilhas britânicas certamente não eram britânicas, nem eram ilhas. 

O mapa da época parecia bastante diferente, já que o continente europeu era interligado à costa leste da Grã-Bretanha. O vasto pedaço de terra que os ligava era composto de muitas colinas, pântanos e florestas densas, e ocupava uma grande parte de onde as águas do Mar do Norte se estendem hoje em dia.

O nome desta área é Doggerland, local habitados por humanos do período mesolítico que lá prosperaram por muitos anos. Essas pessoas pré-históricas eram caçadoras-coletoras e dependiam principalmente da caça e da pesca para sobreviver, mas também tinham a sua disposição: frutas, bagas e frutos secos das florestas.

 Crânio de mamífero lanoso descoberto por pescadores no Mar do Norte, no Museu Celta e Pré-histórico, Irlanda
Autor Omigos CC BY-SA 3.0

A vida por lá deve ter sido boa, até o período de tempo compreendido entre 6.500 aC e 6.200 a.C. quando, segundo os cientistas, Doggerland lentamente começou a render-se ao aumento do nível do mar. Eventualmente, este rico habitat humano primitivo acabou totalmente submerso, no fundo do mar, e os Doggerlanders foram forçados a migrar. Eles acabaram se mudando para áreas que hoje pertencem tanto à Inglaterra quanto à Holanda.

Recentemente, especialistas têm trabalhado em um modelo digital que retrata como Doggerland poderia ter parecido, antes que as inundações a tomassem por completo. Os dados necessários para produzir esse modelo foram amplamente recuperados de empresas que extraem petróleo do Mar do Norte. O modelo produzido projeta uma área de até 18 mil quilômetros quadrados.

Assim como a misteriosa Atlantida, Doggerland não é mais que um habitat da Idade da Pedra, há muito esquecido, cujos restos são ossos deteriorados e artefatos perdidos de seus habitantes que acabam sendo encontrados nas redes dos barcos de pesca. A história dela pode facilmente ser interpretada como uma advertência para os resultados finais do aumento rápido do nível do mar causado pelas mudanças climáticas.


Mapa que mostra a extensão hipotética de Doggerland
(c. 10.000 aC), que forneceu uma ponte terrestre entre
a Grã-Bretanha e a Europa continental
Autor Max Naylor CC BY-SA 3.0
Os especialistas que estudam e pesquisam Doggerland foram rápidos, em conectar os eventos que selaram o destino de seu povo, para nossa própria realidade de mudança climática. À medida que os assentamentos dos Doggerlanders eram alagados eles ficaram sobrecarregados com a água que não parava de subir, até que, eventualmente, o Reino Unido desconectou-se do continente. 

Falando a respeito, é o que a National Geographic descreve, "uma situação semelhante, se as calotas polares continuarem a derreter a um ritmo acelerado, pode afetar hoje os bilhões de pessoas que vivem dentro de uma faixa de 60 quilômetros de um litoral".

Os cientistas ainda precisam analisar amostras de insetos e plantas antigas, DNA de animais, e assim por diante. Uma vez que os estudos científicos abaixo do Mar do Norte forem concluídos, vão fornecer uma imagem mais clara de como a paisagem de Doggerland se parecia, qual vegetação e animais compunham seu ecossistema e, possivelmente, como o povo mesolítico mudou seu habitat.

Em outras palavras, os resultados da pesquisa final fornecerão insights sobre o estilo de vida e a cultura de numerosas gerações de britânicos pré-históricos, que prosperaram em Doggerland, por cerca de 6.000 anos antes da área finalmente ter desaparecido debaixo das águas.

Fonte: The Vintage News | National Geographic (tradução livre)

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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

O 1º Tricorder Médico




Primeiro Tricorder Médico escaneia, analisa e compartilha todos seus sinais vitais¹ - Um incrível dispositivo novo coloca toda informação sobre seu corpo para aonde ela pertence, em suas mãos

Compartilhe as informações com seu médico e com outras pessoas, para conversar sobre saúde - e fazer descobertas a respeito - em outro nível. 

Aprenda as formas de como as diferentes pessoas, locais, atividades, alimentos, bebidas e medicamentos afetam seu corpo. Você estando doente ou não.

Descubra conexões. Veja tendências. Analise efeitos colaterais. Descubra problemas com antecedência. E os rastreie. Seja mais saudável.

O Tricorder é real

Para você, que não é familiarizado com tecnologia, um tricorder é um dispositivo multifunções, de mão, usado para varredura por sensores, retenção e análise de dados. Este tricorder do mundo real, chamado Scout, usa seu smartphone e Bluetooth LE para emular uma Sala de Emergência em seu bolso.

O Scout está sendo produzido pela Scanadu Inc., uma startup da Universidade Singularity, baseada no NASA Research Park em Moffett Field, CA. A equipe da Scanadu é composta por médicos, cientistas, matemáticos, codificadores, biólogos moleculares, mecânicos, engenheiros elétricos e biofísicos.

Atualmente, o Scanadu possui um dispositivo protótipo projetado para medir seus sinais vitais. Eles precisam da aprovação da FDA e, portanto, estão chegando ao mundo para ajudar. Por US$ 199, você não só experimenta o primeiro Tricorder, você também se torna um explorador e um pesquisador no processo.

Como funciona?

Simplesmente coloque o Scanadu Scout em sua testa por 10 segundos e em um encaixe, suas estatísticas são exibidas no seu smartphone. Ao ajudar o Scanadu a coletar dados, eles podem arquivar sua aplicação no FDA para aprovação de mercado como uma ferramenta de diagnóstico de consumo geral, comercial.

Como uma ferramenta de pesquisa, o Scanadu promete que o produto não representará nenhum risco para os usuários e pode ser usado para coletar, armazenar e exibir todas as suas informações, mas sem fazer um diagnóstico específico de doença...


Fonte: Escrito por Kate Winter, para o site ASTOUNDE (tradução livre) - Vídeo: YouTube

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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Bicicleta Elétrica pra qualquer terreno





A última safra de bicicletas elétricas já saiu e está pronta pra impulsionar você através de qualquer terreno - Economize um pouco de energia, e algum suor, com estas bicicletas eléctricas assistidas por pedal


Ficar pedalando sem parar, fazendo força e usando todo seu fôlego, arfando e bufando para sentir o prazer de um passeio de bicicleta é opcional na era das baterias de íon-lítio. Essas baterias são usadas quando se deseja alta densidade de energia e peso leve, como é o caso das bicicletas.

As e-bikes são basicamente iguais as bicicletas analógicas tradicionais; tem duas rodas padrão, guidão, selim, pedais e freios, entretanto contam com motores e baterias escondidas em seus quadros. Sensores de torque, próximos aos pedais sinalizam aos motores para entrar em ação quando você pedala, ajudando a aumentar a velocidade de cruzeiro da bike para 45 km por hora e se a bateria acaba você pode usar exclusivamente a força de suas pernas, assim como uma bicicleta normal. 

As e-bikes já estão causando sensação em todo planeta há alguns anos, evoluíram e são ótimas para andar, entretanto nem todos os modelos são construídos para qualquer terreno. As mountain bikes elétricas, com auxílio de pedal, também podem ser perfeitas para um passeio casual pela praia, por trilhas rochosas, com pedregulhos, ou através da floresta. Com essa nova geração de e-bikes podemos andar com elas por praticamente qualquer terreno.

Escolha o modelo que mais se adequa à sua pedalada, enfrentando qualquer terreno, desde a selva urbana até a selva real:

1. Para passeio


A maioria dos motores de e-bike ficam instalados perto dos pedais ou da roda traseira, mas o da Faraday Cortland está na frente, numa configuração que ajuda a distribuir o peso. O tubo superior do quadro, inclinado, permanece fora do caminho quando você passa sua perna pra subir na magrela e sua bateria íon-lítio pode fazê-la rodar, em média, 40 quilômetros por carga.

2. Para ir a qualquer lugar


A Giant ToughRoad GX E+ não encontrou uma rua em que não pode andar. Seus pneus knobby aderem a caminhos com sujeira e cascalho, enquanto os poderosos freios a disco hidráulicos funcionam perfeitamente mesmo na chuva. O quadro permite uma posição de condução confortável e vertical, ao passo que o estiloso guidão inclinado, estilo estrada, permite também que você mergulhe para sprints.

3. Para trilha


Sua suspensão de 5,3 polegadas, tipo travel, na parte traseira e 6 polegadas na dianteira é Specialized Turbo Levo FSR Expert Carbon, o que te leva a um passeio suave mesmo sobre pedras e raízes. O motor irá poupar suas pernas enquanto você estiver no cume das montanhas, e vai te ajudar a bombar durante a volta. Seu quadro de fibra de carbono é rígido, para uma resposta rápida.

4. Meio de condução


A Raleigh Electric Redux iE levará você ao trabalho, limpo e seco. Seu motor ajuda na aceleração te poupando de mergulhar no suor, enquanto os para-lamas te protegem dos insetos e do salpico de água ou sujeira das estradas. As rodas tala larga, de 27,5 polegadas, e os pneus de tamanho mountain-bike tornam essa magrela estável e confortável, mesmo em pisos irregulares.

O sistema de pedais Shimano Dura-Ace - a parte da e-bike que transfere o poder do pedal para a corrente - tem dois sensores que medem a potência das suas pernas e suas pedaladas para determinar o impulso extra a ser fornecido pelo motor elétrico. O medidor envia todas as informações para o computador da sua bicicleta e também para um smartphone, via Bluetooth.

Vantagens

As e-bikes monitoram através de sensores o quão difícil está para você pedalar, para que elas saibam o quanto de uma assistência do motor você precisa. Os aceleradores de pedal também são chamados pedais elétricos, ou pedais assistidos. Alguns sensores de giro são instalados no movimento central da bicicleta, e à medida que o ciclista pedala, o sensor lê as pedaladas e dispara a energia elétrica para o motor.

Dentre as vantagens das e-bikes, podemos frisar que a única despesa da bicicleta elétrica é recarregar a bateria na eletricidade. Calcula-se que uma bicicleta elétrica consome R$ 0,02 por quilômetro, ou seja, muito mais barato que a gasolina. E o seu dono não paga IPVA. O auxílio elétrico incentiva que mais pessoas passem a utilizar a bicicleta como meio de transporte.

Por fim, é importante lembrar da praticidade que é a recarga da bateria de uma bicicleta elétrica. Basta retirá-la da bicicleta e ligá-la na tomada de casa ou do escritório. Com uma carga completa, ela aguenta até 40 quilômetros. Para controlar o gasto de energia, muitos modelos têm no guidão um controlador do nível de bateria.

Fonte: Com informações de Popular Science

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terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Teletransporte Quântico via Buracos de Minhoca Atravessáveis





Buraco de minhoca atravessável, uma chave para o teletransporte quântico

Os buracos de minhocas transversíveis têm sido uma fonte de fascínio como um método de transporte de longa distância. Este fenômeno tem uma interpretação interessante no contexto de ER=EPR, ou em poucas palavras, com relação a buracos de minhoca no espaço-tempo (ER) e emaranhamento quântico (EPR). E pode estar relacionado à teletransporte quântico.

O também chado chamado relacionamento ER=EPR foi proposto por Juan Maldacena e Leonard Susskind em 2013. Significa que a ponte de Einstein Rosen (ER ou buraco de minhoca), entre dois buracos negros, é criada por EPR-igual (Einstein-Podolsky-Rosen, ou emaranhamento quântico) entre os microstatos dos dois buracos negros. Esta equivalência ER=EPR foi explorada em mais detalhes em um artigo precedente.

Esses buracos de minhoca atravessáveis são realmente atraentes, mas exigiriam matéria que viole a condição de energia nula. Esta condição afirma que a energia do estresse experimentado por um raio de luz não deve ser negativa. 

O problema é que esta condição tem que se aplicar em teorias clássicas fisicamente razoáveis, mesmo que, na teoria do campo quântico, já sabemos que a condição de energia nula é falsa. No entanto, uma equipe conjunta de Harvard e Princeton acaba de mostrar como é possível renderizar um buraco de minhoca que pode ser percorrido após a retroação gravitacional sem violar a causalidade.


Em um trabalho recente, a equipe liderada por Ping Gao propôs uma nova abordagem para manter aberto um buraco de minhoca. Este resultado teórico foi obtido pela adição de certas interações que combinam os dois limites do eterno AdS-Schwarzschild, resultando em um tensor de tensão de matéria quântica com energia nula média negativa. 

Isso mostra que a ponte Einstein-Rosen de um buraco negro BTZ torna-se ligeiramente transponível após a adição de um acoplamento de dois limites. Fazer isso permite que o buraco de minhoca permaneça aberto, apenas por um adequado pequeno tempo, na região interior.
O buraco de minhoca atravessável encontrou uma interpretação interessante no contexto de ER=EPR. Maldacena e Susskind conjecturaram que qualquer par de sistemas quânticos emaranhados são conectados por uma ponte Einstein-Rosen (o buraco de minhoca não transpassável). A diferença crucial em nosso trabalho é que permitimos a interação entre os sistemas emaranhados, o que é assumido como insignificante em ER=EPR. O que nós mostramos é que, neste caso, a ponte de Einstein-Rosen pode abrir para se tornar um buraco de minhoca.

A descoberta, da possibilidade teórica de buracos de minhoca atravessáveis, ​​pode levar a múltiplas aplicações da melhoria nas redes de telecomunicações quânticas para um possível sistema de teletransporte no futuro.

Continue lendo em: https://www.quantamagazine.org/newfound-wormhole-allows-information-to-escape-black-holes-20171023/ (inglês)


Vídeo: David Kaplan explora um dos maiores mistérios da física: a aparente contradição entre a relatividade geral e a mecânica quântica.


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domingo, 31 de dezembro de 2017

Hipócrates, o "pai" da medicina




"Seja teu alimento, o teu melhor remédio." ~Hipócrates 

Descoberto texto antigo do “pai da medicina” em monastério egípcio - Talvez não haja na história um médico mais famoso do que Hipócrates. Muitos estudantes de medicina de hoje ainda proferem o juramento dessa antiga personalidade, que promete aderir a princípios médicos éticos.


Enquanto os detalhes de sua vida permanecem na obscuridade (ainda se debate se ele de fato escreveu o juramento, ou mesmo alguns dos outros manuscritos que carregam seu nome), Hipócrates é amplamente considerado como o “pai da medicina ocidental”.

Agora, arqueólogos acreditam ter encontrado uma das receitas do médico preservadas por estudiosos do século passado durante a renovação da biblioteca mais antiga do mundo, que continua ativa.

Ao realizar restaurações no Mosteiro de Santa Catarina, em Sinai do Sul – uma região remota em uma península no nordeste do Egito – as monges afirmam ter encontrado uma receita do século VI formulada pelo médico. A descoberta foi anunciada por funcionários dos governos egípcio e grego, que trabalharam com pesquisadores da Grécia.

O manuscrito contém uma receita médica que os pesquisadores atribuem ao trabalho de Hipócrates, durante os séculos IV e IV a.C. O texto também traz três receitas com imagens de ervas que foram criadas por um escriba anônimo.

O manuscrito era um dos notáveis Palimpsestes do Sinai da biblioteca. Os palimpsestes foram elaborados a partir de couro curtido, cuja produção, para a época, teria sido cara e laboriosa. Como resultado, o conteúdo original de muitos pergaminhos desses documentos foi apagado ou reescrito para permitir que a produção de um novo manuscrito.

No caso da receita medicinal hipocrática encontrada recentemente, uma segunda camada de texto da Bíblia, conhecida como “Manuscrito Sinaítico”, foi escrita sobre a cópia inicial.

O texto foi examinado por pesquisadores da Biblioteca Eletrônica de Manuscritos Antigos (a Early Manuscripts Electronic Library, ou EMEL), que mantém uma parceria contínua com o Mosteiro de Santa Catarina.

A EMEL usa imagens espectrais para ler os palimpsestes. A técnica é capaz de revelar o texto escondido sob a segunda camada do conteúdo manuscrito, revelando assim o que não pode ser visto a olho nu.

Em entrevista ao jornal egípcio Asharq Al-Aswat, Michael Phelps, pesquisador da EMEL, declarou: “O documento, que contém três textos médicos, será alistado entre os manuscritos mais antigos e os mais importantes do mundo”.

Cerca de 130 palimpsestes conhecidos estão no Mosteiro de Santa Catarina e o conteúdo da escrita apagada, que fica abaixo do texto visível, é amplamente desconhecido em muitos dos documentos.

A região, que se localiza em uma parte relativamente remota do deserto, foi usada pela primeira vez nos séculos III e IV por eremitas e eruditos religiosos. Uma vez que as muralhas e a igreja que cercam a localização histórica foram construídas no século VI, o mosteiro tem sido habitado por monges desde então.

Um pequeno número deles ainda vivem e trabalham no mosteiro até hoje, onde observam práticas inalteradas nos últimos séculos.

A própria biblioteca contém cerca de 3.300 manuscritos, escritos principalmente em grego; no entanto, textos escritos em aramaico, georgiano, árabe e latim também foram recuperados.

Fonte: The Vintage News | HypeScience

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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

IC 1101: A Maior Galáxia no Universo




VIA ASTOUNDE¹

E você que achou que o salto estratosférico de Felix Baumgartner  te fez se sentir pequeno.


Estamos descobrindo fatos incríveis sobre o universo aparentemente todos os dias. Nós pensamos que o universo tem 13,7 bilhões de anos-luz e que atualmente está se expandindo. Existem teorias de que o universo poderia ser infinito e teorias de que poderia haver vários universos. Para nossos propósitos hoje, vamos ficar com apenas os fatos, e conversar um pouco sobre a maior galáxia conhecida pelo homem, criativamente chamada IC 1101!

A Galáxia da Via Láctea

A galáxia na qual a Terra reside, a galáxia da Via Láctea, tem cerca de 100 mil anos-luz de diâmetro. Você pode estar se perguntando o que é um ano-luz? Quantos quilometros existem em um ano-luz? Você provavelmente ficaria surpreso ao saber que apenas um ano-luz é equivalente a 9,5 trilhões de quilômetros! (Na verdade, é 9.461.000.000.000, mas quem está contando).

Para colocar isso na perspectiva de nossas capacidades de viagem espacial, a sonda Voyager 1 da NASA, o objeto mais distante já lançado da Terra, atualmente percorreu um acumulado de 21,2 bilhões de quilometros. Eu mencionei que a Voyager 1 partiu da Terra há 40 anos?

IC 1101


A IC 1101, no centro, em foto do Telescópio Espacial Hubble
Agora que nos enfrentamos com o fato infeliz de que provavelmente nunca vamos visitar a IC 1101, vamos descobrir o quão grande ela é comparada com a galáxia aparentemente maciça em que vivemos. 

Nós dissemos que a Via Láctea tem 100 mil anos-luz de diâmetro, bem, a IC 1101 tem aproximadamente 6 milhões de anos-luz de diâmetro! Ela também está localizada a mais de um bilhão de anos-luz de distância da Terra! 

É tão sensacionalmente enorme e distante que seu cérebro pode ter explodido (se assim for, pedimos desculpas). As chances são de que você nunca tenha pensado no espaço assim.

Como a IC 1101 se tornou a maior galáxia do universo? Ao longo de bilhões de anos, galáxias menores foram sendo atraídas umas pelas outras e colidiram. Esse processo, embora longo e árduo, cria uma galáxia exponencialmente maior, atualizando-a com novos materiais e estrelas no processo. Coisas bastante loucas.

Poder Estelar

Finalmente, como você provavelmente já sabe, o que chamamos de sol é uma estrela. Há entre 100 a 200 bilhões de estrelas na Galáxia da Via Láctea. Quantas estrelas existem na IC 1101? Experimente 100 trilhões.

Sim, somos muito pequenas no grande esquema das coisas. Estamos fazendo alguns avanços científicos e tecnológicos sensacionais todos os dias, e definitivamente podemos alcançar as estrelas, mas ainda temos um longo caminho a percorrer antes de podermos chegar a essas estrelas. Aqui está um pequeno vídeo falando mais sobre o IC 1101.


FONTE: 1- TEXTO ESCRITO POR MIKE AWADA | VIA ASTOUNDE (TRADUÇÃO E ATUALIZAÇÃO LIVRE)

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sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Chip Quântico de Silício promete revolução




A pesquisa da computação quântica deu oficialmente outro grande salto adiante. Pesquisadores anunciaram projeto para chip de computador quântico, de silício, que remove muitos dos obstáculos na computação quântica.


O Dr. Menno Veldhorst e o Prof. Andrew Dzurak
no Centro de Excelência para Computação Quântica
e Tecnologia de Comunicação. Crédito: UNSW
Pesquisadores de todo o mundo têm trabalhado incessantemente integrando interações quânticas em chips de computador operacionais. Após mais de três décadas de pesquisa podemos estar prestes a tornar a computação quântica possível. Recentemente, engenheiros da Universidade de Nova Gales do Sul (UNSW) utilizaram silício para projetar novos chips de computação quântica.

O novo design de chip, publicado na revista Nature Communications, transforma os microprocessadores de silício em sua arquitetura tradicional. Este design usa componentes de semicondutores, que são a base para a maioria dos chips modernos, conhecidos como CMOS (semicondutores de metal-óxido complementar) para realizar cálculos quânticos.

O design foi criado por Andrew Dzurak, diretor da National National Fabrication Facility da Universidade de Nova Gales do Sul (UNSW), e o principal autor do documento, Dr. Menno Veldhorst, pesquisador da UNSW quando o trabalho conceitual foi concluído.

"Muitas vezes pensamos em pousar na Lua como a maior maravilha tecnológica da humanidade", disse Dzurak em um comunicado à imprensa. "Mas criando um chip de microprocessador com um bilhão de dispositivos operacionais, integrados para funcionar como uma sinfonia - que você pode carregar no seu bolso! - é uma conquista técnica surpreendente, e uma que revolucionou a vida moderna ".

Quando se trata do futuro e do potencial da computação quântica, continuou Dzurak, "estamos à beira de outro salto tecnológico que pode ser tão profundo e transformador. Mas um projeto de engenharia completo para compreender isso, em um único chip, foi elusivo. Eu acho que o que desenvolvemos na UNSW agora torna isso possível ".



Mais importante ainda, a equipe da UNSW acredita que seu novo projeto de chips quânticos poderia ser manufaturado em uma fábrica de semicondutores moderna - isso significa que não seria necessária uma nova infra-estrutura para criá-los e implementá-los amplamente.

À beira da descoberta

Um dos obstáculos persistentes na computação quântica tem sido a capacidade dos chips de computador. Para um computador quântico funcional, é necessário compactar esses chips com milhões de qubits - bits que operam com o mesmo conceito que os bits binários que executa seu computador, sinalizando 0 ou 1, exceto que um qubit (bit-quântico) pode existir como 0, 1, ou como ambos os estados potenciais ao mesmo tempo. No entanto, até agora foi difícil colocar mais do que algumas dúzias de qubits em um chip.

Este novo design visa superar isso, incorporando elementos tradicionais com design inovador para realizar o que não foi realizado anteriormente.

A equipe usou switches convencionais de transistores de silício, que "ativam" qubits em uma plataforma bidimensional. Eles também usaram um protocolo de seleção grid-based "word" e "bit", que é semelhante ao modo como os bits são selecionados em um sistema tradicional. Mas, Dzurak acrescentou no comunicado à imprensa, "Nosso chip blueprint incorpora um novo tipo de código de correção de erros projetado especificamente para spin qubits e envolve um sofisticado protocolo de operações em milhões de qubits".

Isso marca a primeira tentativa de colocar, em um único chip, todos os circuitos de silício convencionais necessários para ler os milhões de qubits envolvidos na computação quântica.

Então, oficialmente  nós conseguimos a computação quântica? Não exatamente. Este ainda é um projeto novo e os autores reconhecem que provavelmente haverá mais modificações nele, mesmo antes da produção inicial.

Apesar do trabalho que tem de ser feito, este projeto já é uma grande conquista na jornada para a criação de computação quântica acessível. Quando a computação quântica puder ser alcançada e, em seguida, disponibilizada em uma escala maior, publica e comercialmente acessível, a vida como a conhecemos terá potencial para mudar. A computação quântica promete responder algumas das questões hoje impossíveis mais aparentes sobre o nosso universo, ao mesmo tempo em que tornará, ​​através de depuração poderosa, infinitamente mais confiáveis os dispositivos que usamos.

Este projeto é apenas um passo, mas é um passo importante para um futuro quântico.

Referencias: Phys, Nature | Fonte: Futurism (tradução livre)

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segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Asteróide interestelar 'Oumuamua é coberto por camada de "protetor solar orgânico"




Nosso primeiro visitante interestelar, o asteróide 'Oumuamua, captou a atenção dos cientistas de todo o mundo. Em um dos últimos estudos, uma equipe descobriu que o objeto possui uma camada natural de proteção contra os raios cósmicos do Sol, e pode estar cobrindo um núcleo gelado.

Representação artística do 'Oumuamua. Pouco se sabe ainda sobre sua aparência real. Wikimedia Commons

UM VISITANTE MISTERIOSO

O avistamento recente do asteróide interestelar 'Oumuamua (formalmente 1I/2017 U1) vem trazendo perguntas e mexendo com os cientistas. Em forma de charuto, a misteriosa rocha espacial itinerante é o primeiro visitante interestelar que os cientistas observaram em nosso sistema solar e, embora seja provavelmente de origem natural, há alguns que, pelo menos inicialmente, sugeriram que poderia ter sido intencionalmente elaborado.

Agora, na descoberta mais recente sobre o objeto, os pesquisadores observaram que 'Oumuamua tem uma camada de "protetor solar orgânico" que o protege da exposição ao Sol. A pesquisa foi publicada na revista Nature.


Para descobrir isso sobre o nosso primeiro visitante interestelar, uma equipe de pesquisadores, liderada pelo astrônomo Alan Fitzsimmons, realizou observações espectroscópicas usando equipamentos em duas instalações diferentes: a imagem e o espectrógrafo de porta auxiliar ACAM no  William Herschel Telescope (WHT) de 4.2m, em La Palma, e o espectrógrafo X-shooter no European Southern Observatory’s Very Large Telescope (VLT) de 8.2m. 

A equipe descobriu que o objeto tem falta de gelo superficial e que suas características espectroscópicas são comparáveis ​​às superfícies organicamente ricas, descobertas no sistema solar externo. Eles afirmam que isso está de acordo com as previsões de que a exposição a raios cósmicos, a longo prazo, deu ao 'Oumuamua um manto isolante.

PERGUNTAS DA ORIGEM

Os pesquisadores acreditam que a "camada exterior" do 'Oumuamua é de aproximadamente meio metro de espessura e que pode impedir que o núcleo interno, gelado, se vaporize sob o calor do Sol. Este gelo é de particular interesse, porque pode sinalizar possibilidade de vida.

Embora nossa compreensão da origem do nosso sistema solar e das origens da vida no universo esteja sempre melhorando, há muito que ainda não conhecemos.

Os pesquisadores acreditam que os cometas e asteróides foram ejetados no espaço interestelar quando nosso sistema solar se formou e evoluiu, assumindo que isso também acontece em outros sistemas planetários, tudo o que aprendermos sobre nosso primeiro visitante interestelar poderá melhorar nossa compreensão sobre o nosso próprio sistema solar e de outros, através do universo.

Referências: Nature, NPR


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